Campanha Agosto Branco aleta para o câncer de pulmão

07 de Agosto de 2026, 06:03

Com foco na conscientização e na disseminação de informações de qualidade, a Associação dos Amigos da Oncologia (AMO) participa de mais uma edição da campanha Agosto Branco. A iniciativa busca chamar a atenção da população para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de pulmão, fatores essenciais para aumentar as chances de sucesso no tratamento.

Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar, somente neste ano, 35.380 novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão. Desse total, são estimados 18.730 casos entre os homens e 16.650 entre as mulheres. Este número corresponde a um risco estimado de 16,51 casos novos a cada 100 mil habitantes, tornando-se o segundo tipo de câncer mais incidente no mundo e o quarto no país, sem considerar os tumores de pele não melanoma.

No estado de Sergipe, as estimativas do INCA para 2026 apontam para 250 novos casos de câncer de pulmão, sendo 80 destes somente em Aracaju. Já o risco estimado para o estado é de 10,67 casos a cada 100 mil habitantes, enquanto para a capital a taxa fica em torno de 13,29 casos a cada 100 mil habitantes.

Apenas no ano de 2025, a AMO acolheu 1.672 pacientes oncológicos com benefícios e serviços socioassistenciais, sendo 702 casos novos (uma média de quase 60 novos diagnósticos por mês), o que representa 42% do total de pacientes assistidos na instituição no período. Do total de casos novos, 4,8% foram de câncer de pulmão, totalizando 34 pacientes assistidos.

Um dos maiores desafios para a detecção do câncer de pulmão é que, em sua fase inicial, ele frequentemente não apresenta sintomas específicos e tem evolução silenciosa, o que retarda o diagnóstico. Entretanto, sintomas como tosse persistente, falta de ar (dispneia), sangue no escarro, dor no peito, rouquidão, infecções respiratórias recorrentes, cansaço frequente e perda de peso sem motivo aparente são sinais extremamente importantes para buscar ajuda profissional o mais rápido possível.

FATORES DE RISCO

Dados do INCA alertam que o principal fator de risco para a doença é o tabagismo ativo, seguido da exposição passiva à fumaça do tabaco. Outros fatores englobam a exposição ocupacional e ambiental a elementos carcinogênicos como amianto, sílica, arsênio, cromo, níquel, emissões de motores a diesel, poluição do ar e radiação ionizante.

Vale ressaltar que muitos desses agentes químicos exercem uma ação potencializadora ao serem associados ao hábito de fumar, potencializando ainda mais os riscos de desenvolvimento do câncer de pulmão.

A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE E DA PREVENÇÃO

O diagnóstico precoce do câncer de pulmão e as atitudes preventivas, especialmente o combate ao tabagismo, são temas centrais da campanha Agosto Branco. A detecção em fases iniciais é fundamental para um melhor prognóstico e sucesso no tratamento.

A prevenção primária consiste em, principalmente, não fumar. Além disso, medidas que podem auxiliar na prevenção consistem em adotar um estilo de vida mais saudável, evitar consumo de álcool e praticar exercícios físicos. Todas essas ações representam meios eficientes para reduzir o risco da doença.

Doe e ajude agora mesmo acessando o site https://www.amigosdaoncologia.org.br/quero-doar .

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