Dor lombar é principal causa de incapacidade no mundo

15 de Setembro de 2026, 06:00

Mais de meio bilhão de pessoas em todo o mundo convivem com a dor lombar, um problema que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerado a principal causa de incapacidade. Em 2020, cerca de 619 milhões de pessoas foram afetadas, e a estimativa é de que esse número chegue a 843 milhões até 2050. Embora muitas vezes seja associada à hérnia de disco, a dor lombar pode ter diferentes causas e estar relacionada a alterações na coluna, músculos, articulações, ligamentos e nervos.

Especialista em Medicina da Dor e membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), o Dr. Guillermo Ramirez conta que um dos principais equívocos dos pacientes é considerar que toda dor lombar tem origem exclusivamente na coluna. “A região é ampla e reúne diferentes estruturas que podem estar envolvidas no surgimento do problema, incluindo músculos, discos, articulações, ligamentos e nervos”, explica.

Entre os fatores que podem favorecer o aparecimento ou a persistência da dor estão o sedentarismo, o excesso de peso, a redução da força muscular e a falta de atividade física. A rotina atual, marcada por longos períodos sentado, pouco movimento e uso frequente de telas, também pode contribuir para a perda de condicionamento físico.

Dor lombar pode ter diferentes causas

A origem da dor pode variar de acordo com a idade, as características físicas e a rotina de cada pessoa. Em adultos jovens, dores musculares e sobrecargas podem estar relacionadas ao quadro. Com o passar dos anos, alterações naturais nos discos e nas articulações da coluna tornam-se mais frequentes, mas nem sempre provocam sintomas. “À medida que a gente vai envelhecendo, vai perdendo líquido e, junto com a perda de força muscular, o disco desidrata, sai do espaço dele e começa a invadir as estruturas próximas. E o que está próximo ali? Raiz nervosa. Então, causa aquela dor irradiada, aquela dor limitante”, explica Ramirez.

O excesso de atividade física também merece atenção. Aumentar repentinamente a carga ou a intensidade dos exercícios sem que a musculatura esteja preparada pode favorecer lesões. “Atletas ou pessoas que aumentam repentinamente a carga de exercícios, sem que a musculatura esteja preparada, podem sofrer lesões. Tanto a falta quanto o excesso de atividade podem fazer mal quando a musculatura não está preparada”, alerta.

Além da atividade física, fatores como sobrepeso, obesidade e qualidade do sono podem influenciar a saúde musculoesquelética e contribuir para a manutenção da dor.

Tratamento depende da causa

O tratamento da dor lombar depende da causa, da intensidade dos sintomas e das características de cada paciente. Na maioria dos casos, a abordagem inicial envolve medidas conservadoras, como mudanças de hábitos, prática gradual de atividade física, fortalecimento muscular, controle do peso e fisioterapia. “Quando o tratamento conservador não consegue controlar o quadro ou o paciente não consegue avançar na reabilitação por causa da intensidade da dor, podem ser consideradas terapias minimamente invasivas, como infiltrações e radiofrequência. A cirurgia, por outro lado, não é a primeira opção na maioria dos casos e fica reservada para situações específicas, como falha do tratamento conservador ou sinais de compressão grave dos nervos. No final, o objetivo é apenas um: devolver a autonomia do paciente”, explica.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (79) 99926-6162 ou pelos perfis @clinicapaias e @drguillermoramirez.

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