Especialista alerta para os impactos da baixa visão no dia a dia

27 de Julho de 2026, 06:01

Mais do que enxergar com dificuldade, a baixa visão pode limitar atividades simples da rotina, como ler, identificar pessoas e se deslocar com segurança. A condição, também conhecida como visão subnormal, afeta a capacidade visual de forma permanente e interfere diretamente na independência e na qualidade de vida. Apesar de sua relevância, ainda é pouco conhecida pela população e costuma ser confundida com a cegueira.

O oftalmologista Dr. Edgar Menezes Neto, integrante do corpo clínico do Hospital de Olhos de Sergipe (HOS), instituição pioneira e referência em oftalmologia no estado, explica que a condição se caracteriza por uma limitação importante da capacidade visual, mas se diferencia da cegueira total justamente porque o paciente ainda mantém algum grau de visão funcional. “A baixa visão acontece quando o paciente possui uma limitação visual que não consegue ser totalmente corrigida pelos métodos tradicionais. Ele ainda consegue enxergar em algum grau, mas enfrenta dificuldades importantes no dia a dia”, afirma.

Entre os principais sinais de alerta estão visão embaçada, distorcida ou com perda de nitidez, além de dificuldade para leitura e para identificar detalhes do ambiente. Nos casos mais avançados, a condição pode comprometer o reconhecimento de rostos, a percepção espacial e até a locomoção, aumentando o risco de esbarrões e quedas.

Diagnóstico e causas

O diagnóstico é realizado por meio de exames oftalmológicos específicos, capazes de avaliar o grau de comprometimento visual e direcionar as estratégias de tratamento e adaptação. “O paciente pode apresentar sinais mais leves ou mais contundentes durante a consulta. A partir dos exames, conseguimos medir a acuidade visual, avaliar o percentual de visão existente e classificar o quadro para definir as estratégias de tratamento mais adequadas”, explica Dr. Edgar.

As causas da baixa visão são variadas e incluem doenças genéticas, traumas e alterações oftalmológicas progressivas. Entre os principais fatores associados estão retinopatia diabética, glaucoma, doenças da retina, catarata congênita e doenças hereditárias. Embora os idosos estejam entre os grupos mais afetados, devido ao histórico acumulado de doenças ao longo da vida, crianças também podem desenvolver baixa visão especialmente em casos congênitos ou hereditários.

Reabilitação visual e adaptação

No Hospital de Olhos de Sergipe, pacientes diagnosticados com baixa visão recebem acompanhamento oftalmológico especializado, com avaliação individualizada e orientação sobre recursos e estratégias que podem contribuir para sua adaptação às limitações visuais. Dependendo de cada caso, o médico pode recomendar a busca por outros profissionais e serviços de apoio voltados à reabilitação visual, com o objetivo de favorecer a autonomia e a qualidade de vida do paciente.

 

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