Os cursos profissionalizantes têm ampliado as oportunidades de qualificação para jovens em busca do primeiro emprego e para profissionais que desejam crescer na carreira. Com foco prático e formação de curta duração, eles atendem diretamente às demandas do mercado de trabalho.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que, entre janeiro e outubro de 2025, o Brasil registrou saldo de 1,8 milhão de novos empregos formais. A indústria e o setor de serviços lideram a geração de vagas, com destaque para jovens de 18 a 24 anos, que ocuparam mais da metade dos postos criados na indústria. O cenário reforça a importância da qualificação como diferencial competitivo e instrumento de desenvolvimento econômico.
De acordo com o professor de Ciências Contábeis da Estácio, Alisson Batista, a formação técnica e profissional não só gera emprego e renda, como impulsiona setores produtivos essenciais para a economia brasileira. “O avanço da qualificação profissional tem um efeito direto sobre a economia do país. Quando a indústria cria mais de 400 mil empregos e mais da metade é ocupada por jovens, significa que o país está reabsorvendo sua mão de obra. Profissionais qualificados geram mais produtividade, recebem melhores salários e ajudam a movimentar a economia local”, afirma.
Urgência de requalificação profissional contínua
Com as mudanças aceleradas do mercado de trabalho e a transformação digital, a qualificação ou a requalificação profissional é uma necessidade urgente para todos os setores. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que o Brasil precisará qualificar aproximadamente 14 milhões de profissionais entre 2025 e 2027, contemplando a formação de 2,2 milhões de novos trabalhadores e a requalificação de 11,8 milhões que já estão no mercado.
Já a pesquisa do ManpowerGroup (2025), realizada com mais de 1 mil empregadores brasileiros, aponta que 81% dos empregadores brasileiros enfrentam dificuldade em encontrar profissionais com as habilidades requisitadas, principalmente em TI & Dados (39%), Atendimento ao Cliente (29%) e Marketing & Vendas (21%). De acordo com as estratégias adotadas pelas empresas, 40% delas já utilizam Upskilling e Reskilling dos colaboradores atuais, refletindo a urgência dessa ação como diferencial competitivo.
Alisson Batista lembra que quem tem qualificação profissional chega a ganhar até 25% a mais e tem mais que o dobro de chances de conseguir um emprego formal, conforme levantamento recente da PNAD. “É a prova de que estudar muda a renda e o futuro. Quanto maior o nível de qualificação, maior o salário é maior a empregabilidade — um ciclo que eleva a renda das famílias e fortalece a economia”, pontua.
